Gostamos muito do Graillot por ser autêntico e um “purista”. De facto Crozes-Hermitage não pode ser considerado como o melhor terroir do Rhône, com terrenos mais profundos e menores inclinações, a exposição solar é muito menor do que por exemplo no famoso Hermitage. No entanto este produtor em vez de ir contra a natureza e procurar um excesso de maturação para fazer face a um terroir de menor maturação, soube compreender a natureza das suas vinhas e tirar partido delas.

Os seus vinhos são por norma frescos e frutados com notas de pimenta também típicas de Côte-Rôtie, mas sempre com os aromas a terra e carne fresca comuns a todos os terroirs do norte do Rhône, envelhecidos em grande percentagem em madeira velha impõe-se sempre pela frescura e nunca pela potência, mas todos eles mostram concentração que baste.

Gostos dos seus vinhos pelas suas imperfeições, são reais e sinceros como o produtor e deixam-nos sempre a sensação de um vinho que não quer ser mais do aquilo que é, um verdadeiro vinho de terroir que expressa não só o local de onde vem mas também o entendimento que o produtor faz desse local.

Vão muito bem com a comida tradicional Portuguesa.
A Historia ensina-nos que o Dão pertence a aqueles sítios que o Homem, desde há muito, reconheceu como sendo predileto para a produção de grandes vinhos. Apesar de apresentar enorme potencial para a produção de grandes vinhos tintos e brancos de guarda, talvez o maior de Portugal, é uma região que teima em ficar no escuro, longe dos holofotes.

É também uma região que tem vindo a destruir o seu património de vinhas velhas, vinhas recheadas de castas autoctones, hoje em dia praticamente esquecidas. Vinhas que vão desaparecendo com os seus donos.

Antonio Madeira, francês luso-descendente , tem as suas raízes familiares no sopé da Serra da Estrela, sub-região do Dão. Nestas terras altas, Antonio acredita que se encontra o coração histórico do Dão, a zona que apresenta maior potencial para vinhos de guarda, a zona onde os vinhos se mostram mais finos, frescos, austeros e minerais.

Desde 2010, Antonio Madeira tem vindo a pesquizar nesta sub-região os sítios que os nossos antepassados elegeram como os melhores para vinha, aqueles que poderíamos chamar de « Grands Crus do Dão serrano ». Tem assim vindo a encontrar uma serie de vinhas velhas que se destacam pela genuinidade das suas castas, pela características e nuances dos seus solos graníticos onde mergulham profundamente as suas raízes e pelas exposições solares.

Imagens: © Jorge Simão
A História deste pequeno produtor começa nos anos 60, quando Rino Sottimano, após completar os seus estudos em enologia, decide trilhar o seu próprio caminho e destino.

Tudo começou junto à afamada vinha Cottá em Barbaresco, onde se instalou para viver e fazer vinho. A filosofia Sottimano acabou por ser uma dedicação exclusiva ao terroir das vinhas de Barbaresco, fazendo os seus vinhos de uma só vinha, como expressão máxima do que cada parcela de Nebiollo poderia apresentar. Currá, Cottà, Fausoni, Pajoré e Basarin são as vinhas em Basbaresco que são os estandartes da casa, fazendo ainda um delioso Barbaresco Riserva, quando a natureza é generosa e ainda um Barbera d'Alba, um Dolcetto d'Alba e vinho da casta Brachetto, o Maté.

Hoje, melhores que nunca, os vinhos Sottimano, são ainda geridos por Rino, mas já com a preciosa ajuda dos seus filhos Elena e Andrea.

A elegância e extrema finesse foi o que nos cativou nestes vinhos que agora trazemos para os Projetos. Beber um Sottimano é absorver toda a historia de uma família, de uma vinha e de uma casta, em todo o seu esplendor.
Foi no final do Séc. XIX, mais propriamente em 1877, que Don Rafaél López de Heredia Y Landeta, então estudante de enologia, fundou as Bodegas López de heredia, iniciando a construção do que é ainda hoje a adega desta Casa. A sua enorme paixão pela terra e pela vinha, foram os alicerces fundadores do que viria a ser a filosofia da primeira adega em Haro e umas das primeiras 3 adegas em toda a Rioja.

Foi o seu sentido de respeito pelas terras, pelas vinhas e pela tradição, que passou de geração em geração até aos dias de hoje.
Os vinhos López de Heredia são por isso, provavelmente, o ultimo reduto do puro tradicionalismo na Rioja e em todo o mundo. Os seus singulares vinhos são o resultado de um respeito extremo pelos "Terroirs" que lhes dão origem e de uma sábia paciência na espera da criação.

Os vinhos Tondonia, Bosconia e Gravonia, são vinhos singulares, irrepetíveis, vinhos que espelham um lugar, uma filosofia e sobretudo uma tradição. São vinhos que apenas são comercializados quando se encontram num momento perfeito de consumo, por norma, a mais de 10 anos da vindima. Aqui não há lugar a correrias ou facilitismos.

Por todas estas razões, os vinhos López de Heredia são uma paragem obrigatória e para nós, um enorme prazer em tê-los nos Projetos Niepoort.
No inicio do Século XIX, nascia uma das mais interessantes páginas do Vinho Português, nascia um vinho que viria a tornar-se um ícone, alvo de cobiça, mas que sempre foi mantido, por vontade própria, fora das luzes da ribalta.

O seu criador, Alexandre de Almeida, importou o conceito de aliar a hotelaria de luxo a uma uma adega e um vinho próprio. Nasciam assim os grandes Vinhos do Buçaco.

Se olharmos para trás, desde as suas primeiras colheitas, percebemos a importância deste ícone, que foi servido a reis, a rainhas, a chefes de estado, como comprovam as ementas, orgulhosamente guardadas no Hotel Palace Bussaco. Os vinhos do Buçaco, eram assim mesmo, objectos de culto, limitados a círculos muito fechados, à elite.

Os Buçaco, foram, e ainda o são, sempre vinificados da mesma maneira, com os mesmos preceitos de antigamente. A sua "mistura", das regiões do Dão e da Bairrada, garantia assim, um vinho genial, que evoluía nobremente em garrafa e os seus fantásticos e nobres rótulos, que mantêm até aos dias de hoje, o símbolo do seu pedigree, da sua estirpe.

Beber um Buçaco é viajar no tempo, é beber um vinho glorioso, criado por Alexandre Almeida, um visionário. Oportunidade esta que todos os que apreciam o Vinho, deveriam ter, nem que seja uma vez na vida.
Em Fevereiro de 2009, João Afonso e família adquirem uma pequena quinta de 6 hectares no Parque Natural da Serra de S. Mamede. Situa-se em pleno anfiteatro da aldeia do Reguengo a uma altitude de 600 metros, olhando o Sul e o Alentejo a perder de vista. A propriedade tem 3,9 hectares de vinha muito velha (em 1932 já existia) repartidos entre parcelas de castas brancas (16) e tintas (12), todas misturadas e consociadas com olival (facto que não permite a produção de vinho Alentejo DOC).

Com a aquisição cresceu a ideia de voltar aos velhos tempos: fazer “vinho da terra” e vendê-lo na terra. Ao mesmo tempo havia que recuperar a propriedade muito degradada (abandonada desde 2002).

A vinha nova não possui clones seleccionados, possui só castas alentejanas, algumas delas desaparecidas dos vinhedos e/ou ausentes da lista de castas do IVV e acrescenta mais 4 variedades brancas e 4 tintas às já existentes.

Biodiversidade e ecologia são os motores do projecto.

O tipo de agricultura actual é biológico (certificação Ecocert). O objectivo é praticar agricultura biodinâmica a 100% nos próximos 3 anos.

Todo o trabalho agrícola – no tratamento e manutenção de solos e plantas – é manual.

A Cantina Riecine localiza-se na pequena vila de Gaiole, bem no coração de Chianti. Embora os primeiros registos do produtor Riecine remontem ao Século XI, a história deste produtor remonta efetivamente a 1971, quando John Dunkley e sua esposa Palmina, adquirem a propriedade e iniciam a nova era Riecine.

John Dunkley, muito respeitado na região, e um acérrimo defensor da casta Sangiovese, sempre afirmou que nenhuma nenhuma casta a não ser a Sangiovese entraria nos seus Chianti clássicos.

Em 1991, o enólogo britânico, Sean O'Callaghan, entra em cena e toma conta de todo o departamento de enologia. Com ele trás a Biodinâmica e um profundo respeito pelo terroir de Gaiole, vinificando cada uma das vinhas separadamente, e colocando toda a responsabilidade final na arte de lotear as mesmas.

Hoje em dia a Cantina Riecine é um pouco diferente dos seus primeiros tempos e é detida por um grupo de investidores que felizmente, juntamente com Sean, são guardiões da tradição Riecine, iniciada pelo casal Dunkley.

Nesta casa produzem-se dois Chianti Clássicos, sedo um o topo Riserva e duas expressões de Terroir, o La Gioia (A Alegria) um poderoso "Super Toscano" de Base Sangiovese e o Riecine, a expressão máxima da casta Sangiovese e que ostenta o nome da casa.
A História da família vem desde o princípio do século XVI, chegando a um ponto de viragem em 1808, quando Honoré Legras desenvolveu uma das mais bonitas vinhas na Côte de Blancs. Esta região tem esse nome devido à casta Chardonnay, esmagadoramente plantada nesta zona, que para além de ser uma das mais preciosas castas brancas, reina em Champagne.

A família vai na sexta geração, à frente dos destinos desta ilustre casa, que mantém ainda hoje o saber ancestral, aliado no entanto as novas tecnologias na feitura do Champagne.

O Champagne R&L Legras é o embaixador do maior número de Restaurantes com Estrelas Michelin em França e ainda num número elevado de restaurantes de topo, em todo o mundo.

É um Champagne extremamente gastronómico, de enorme complexidade e fineza.
Comando G
Comando G "La Bruja de Rozas" 2013
Vinos de Madrid, Espanha

Juntos desde 2008, Daniel Jimenez-Landi e Fernando Garcia uniram-se pela Granacha. Num terroir único e pouco conhecido em Espanha, exploram a Serra de Gredos, a este de Madrid, com vinhas velhas (50 a 80 anos), plantadas a mais de 1.000 metros de altitude.

Há cerca de 3 anos, Dirk, numa das suas viagens a Madrid fez um desvio por esta Serra para apreciar a paisagem de montanha. Na altura, ficou impressionado com o terroir e marcou no GPS a localidade de Rozas de Puerto Real, convencido que seria um sítio perfeito para vinha. O ano passado recebeu na Quinta de Nápoles este produtor e por ironia do destino o ponto no mapa passou de uma mera coordenada a uma descoberta incrível.

São apenas 10 hectares de vinha selvagem, plantadas maioritariamente em solos graníticos. Daniel e Fernando estão a salvar as vinhas selvagens perdidas pela serra. Defensores da biodinâmica e de uma vinificação minimalista, os vinhos do Comando G rapidamente conquistaram a imprensa em Espanha e mais recentemente Robert Parker.

Do Comando G, nascem vinhos com carácter que respeitam o terroir, com uma clara inspiração nos vinhos da Borgonha. As produções são minúsculas, como o Rumbo Al Norte de onde se fazem apenas 850 garrafas, proveniente de cepas viradas a Norte a mais de 1.000 metros é um vinho fresco e mineral, com uma tonalidade quase translúcida.

É com prazer que trazemos para Portugal um projecto pioneiro em Espanha com vinhos levados ao limite e muito cobiçados dado a sua escassa produção.
Daniel Gómez Jiménez-Landi, ou Dani Landi, é o cerebro por detras dos vinhos Comando G, no entanto não quis ficar por ali e decidiu fazer algo só seu.
O projecto com seu nome mantem a sua visão de vinhos finos e extremamente expressivos do local onde nascem, a sudoeste de Madrid, na Serra de Gredos, e como não podia deixar de ser, com as suas Garnachas.
Se gosta de vinhos refrescantes, naturalmente transparentes, pode encontrar nestes vinhos o seu canto preferido.
É um dos grandes Domaines da Borgonha, e do mundo. Muito se deve a Charles Rousseau, que tomou as rédeas do Domaine, a partir de 1959, após a morte prematura de seu pai. Foi ele quem deu a conhecer ao mundo este fantástico Domaine e os seus vinhos. Hoje em dia é Eric Rousseau, seu descendente, que se encontra à frente dos destinos do Domaine, seguindo as pegadas do seu antecessor.
O Domaine Rousseau, possui cerca de 13,5ha de vinha, de onde se contam seis Grand Cru (Chambertin, Chambertin Clos de Béze, Charmes-Chambertin, Mazis-Chambertin e Ruchottes-Chambertin), três Premier Cru (Gevrey-Chambertin Clos St Jacques, Les Cazetiers e Lavaux St Jacques) e ainda o Village Gevrey-Chambertin.
Como curiosidade, no Domaine, é orgulhosamente exposto o facto de um Rousseau Chambertin 1989 ter viajado ao espaço, em 1999, e ter sido bebido em plena estação MIR. O Vinho viajou o equivalente a 125 milhões de quilómetros, tendo regressado, a garrafa, ao Domaine, onde estão expostos os rótulos e a rolha da mesma.
O que impressiona neste produtor é a sua consistência ano após ano. Será caso para dizer que ano sim, ano sim, este produtor produz grandes vinhos que duram décadas.
Sempre que se fala em Cornas, existe uma associação imediata aos vinhos de Auguste Clape. Clape é sem margem para dúvida, o grande nome de Cornas, ele sózinho consegue trazer " às costas" uma pequena denominação, para muitos inicialmente desconhecida e que só há bem pouco tempo despertou o interesse da comunidade enófila. Mas, o reconhecimento não se fica por Cornas e é já um dos grandes nomes da região do Rhône Norte, e um dos Domaines com maior numero de seguidores.
Clape é um tradicionalista, puro e duro. Na vinha, na vinificação e no perfil dos seus vinhos, tudo se passa de acordo com o saber que foi passando de geração, em geração. Estes valores, dos quais o valor da terra, a expressão do terroir assumem compromisso máximo, já foram transmitidos à sua descendência, que já está a laborar, num estreito cumprimento da tradição.
O Clape Cornas, é daqueles vinhos com enorme "pedigree". Á nascença, já é profundo, já é complexo. Um caso sério de vinho, que adquiriu tantos mas tantos seguidores, que começa a ser dificil para Auguste Clape gerir a produção de que dispõe. É daqueles poucos vinhos, que quer se beba, quer se guarde, e recomendamos desde já a guarda de algumas garrafas, o resultado será sempre o mesmo. Puro prazer.....
Aimé Sabon, regressa do serviço militar em 1967, e começa por tomar conta das vinhas de seu pai, que na altura vendia a uva à cooperativa da região.
Sempre ambicionou crescer, e em 1973 construiu a sua cave ao mesmo tempo que passava dos 5 ha que detinha, para os 50 ha que detém actualmente.
Os vinhos deste Domaine estão entre os mais requisitados de Chateauneuf, sendo que nos últimos anos atingiram reconhecimento estratosférico, com alguns dos vinhos a atingirem as pontuações máximas por parte da crítica especializada norte-americana.
Muito pouco resta dizer, ou, escrever sobre aquele que é o mais conhecido e invejado de todos os produtores da Borgonha, e do mundo. A história do Domaine confunde-se com a história da própria Côte de Nuits, atravessando eras e modas até chegar aos dias de hoje. A Societé Civile du Domaine de la Romanée Conti (DRC) é gerida por duas famílias, Leroy e Villaine, representadas respectivamente por Henry-Frederic Roch, sobrinho de Mme Lalou Bize-Leroy e Aubert de Villaine.
No Domaine contam-se cerca de 29ha de vinha, na sua maioria Grand Crus. Nos Grand Crus contam-se os Monopólios de Romanée-Conti e La Tache e ainda parcelas em Le Montrachet, Echézeaux, Grands-Echézeaux, Richebourg, Romanée Saint-Vivant e desde 2009 em Corton Renards, Corton Bressandes e Corton Clos du Roi. Existem ainda vinhas em Bâtard-Montrachet, Vosne Romanée (Les Gaudichots, Les Petits Monts e Aux dessus dês Malconsorts, que dão origem a vinhos raríssimos e que no caso do Bâtard-Montrachet, nem sequer são comercializados.
Como curiosidade, todas as vinhas do Domaine são biológicas e assentam sobre os princípios da Biodinâmica. O maestro de todo este trabalho é o Sr Bernard Noblet, o chefe de enologia da casa, um homem de grande porte, de aparência austera, mas de enorme rigor e concentração. Diz ele que o DRC é principalmente um Domaine experimentalista onde ainda existem cerca de 25 anos engarrafados, com experiencias sobre os mais diversos pontos de vista.
Os vinhos são absolutamente geniais na sua pureza, precisão e leveza. São vinhos com enorme potencial de guarda, chegando alguns, mesmo a necessitar de uma boa dezena de anos em cave até mostrarem toda a sua glória.
Existem acasos felizes!
Foi exatamente por um mero acaso que o Dirk, em Barcelona, bebeu uma garrafa de Grossot, até então um produtor desconhecido.
De imediato, ao primeiro trago apercebeu-se que gostava tanto do que estava a beber que disse para consigo que tinha de o importar para Portugal. Do nada, de certa forma, encontrávamos um outro Chablis, a juntar ao mega famoso Raveneau, que iríamos trazer para Portugal.
O Domaine nasceu em 1920, pelas mãos da família Grossot, grandes apaixonados pela vinha, sobretudo pela vinha. Hoje, na terceira geração da família, mantém-se a obsessão pela vinha e pelo trabalho na vinha. O resultado são os belos vinhos que por ali se fazem.
Jean-Marc Roulot também actor, é a pessoa à frente do Domaine Roulot desde 1988, possui 10,2 hectares de vinhedos e foi fundado em 1830 por Guillaume Roulot, herança que recebeu de seu Pai, juntamente com a sua irmã Michéle.
É um dos mais aclamados produtores de Meursault e dos mais famosos produtores de brancos da Borgonha (muitos o consideram o melhor produtor de brancos da borgonha).
As suas vinhas são tratadas de forma orgânica, e na adega a sua intervenção é mínima, 15% de madeira nova (cada vez mais usa barricas de 500 litros em vez das barricas tradicionais), principalmente Allier, evita o trabalho das borras e sem hesitação prefere perder volume de boca para manter a pureza e rectidão dos seus vinhos.
Todos os seus vinhos apresentam sem excepção uma grande tensão com grande frescura e comprimento. Em novos são austeros, fechados e sérios de grande comprimento e complexidade. Com os anos de garrafa tornam-se mais generosos e abertos sem nunca perderem o seu lado vivo e nervoso.
Apesar da família Lamy encontrar-se em St Aubin desde 1640, foi na década de 80 que Hubert Lamy colocou este Domaine no mapa dos vinhos. O seu trabalho tem sido seguido pelo actual gerente, e seu filho, Olivier.
Considerado por muitos como uma “estrela em ascenção”, este produtor tem sido um dos grandes propulsores da região de St Aubin, com Borgonhas Brancos, de grande qualidade, a preços comedidos.
O Domaine possui cerca de 17ha espalhados por St Aubin, Chassagne-Montrachet, Puligny-Montrachet e Santenay. Nestes, apenas um Grand Cru, o Criots-Bâtard-Montrachet, e um punhado de Premier Cru com origem nas referidas AOC’s.
Apesar de também produzirem excelentes tintos, é dos brancos que advém toda a sua reputação. Os seus brancos são extremamente atractivos, ricos e minerais.
É tão difícil não amar os vinhos deste magnifico produtor disse sempre o Dirk, quando abria uma garrafa de Hubert Lignier.

Há umas dezenas de anos, enquanto vagueava pelos segredos doa Borgonha, deparou-se com este pequeno produtor, que lhe deixou uma marca para a toda a vida. Como era possível alguém fazer vinhos tão finos, tão elegantes, mas tão intensos, pensou para si. Foi amor ao primeiro gole, é certo.

Foi sempre adquirindo vinhos deste produtor, que acabou por se tornar um dos grandes nomes da Borgonha, e infelizmente, tornando os seus vinhos cada vez mais difíceis de encontrar.

Há cerca de um ano, quase suplicámos para que a Niepoort, através dos seus Projetos, tivessem a honra de representar estes vinhos em Portugal, felizmente, ainda que com uma alocação muito singela, conseguimos realizar mais um dos nossos sonhos e trazer até aos nossos clientes estes vinhos de antologia.

O Domaine Hubert Lignier está sediado naquela que é considerada a capital dos vinhos mais elegantes de toda a Borgonha, Chambolle-Musigny.
Hubert Lignier, acompanhado pelo seu filho Laurent, são os guardiões da tradição dos grandes vinhos desta casa, que já vai na 5ª Geração e que ostentam em toda a sua plenitude a elegância dos vinhos de Chambolle.


Para os que já conhecem estes vinhos, esta é uma oportunidade rara de os poderem ter bem perto. Por outro lado, para os que não os conhecem, eis a oportunidade de uma vida para conhecerem alguns dos mais preciosos vinhos de toda a Borgonha.
Jamet é o nome de um “dinossauro” que insiste em perdurar. O casal Jamet parece que vivem num outro planeta.
A adega que ainda parece estar por acabar (e esta mesmo por acabar), é uma grande casa onde se pode procurar diferentes estilos mas todos inacabados. Fora a sala de recepção e os escritórios tudo parece ter congelado num certo dia aquando da construção, há mais de 10 anos. Tudo o que não tem haver com o vinho denota um enorme falta de carinho
espantoso.
O Sr Jamet é uma força da natureza. Um sujeito duro, músculos fortes e secos. Um personagem austero que quando nos recebe pela primeira vez evita ser simpático e olha-nos sempre com um ar desconfiado. Mas provar os vinhos com ele torna se cada vez mais simpático e instrutivo. Na terceira visita até ficou a agradável sensação de ser bem-vindo e depois de dentro da cave parecia não querer me deixar sair.

Os vinhos são monumentais. Espécies raras. Vinhos que não são nada fáceis e realmente precisam de tempo para afinar. Parte do segredo são as vinhas bem cuidadas e equilibradas. Nas vinificações gosta muito de usar o engaço parcialmente ou totalmente,
dependendo do ano e da vinha. Os resultados são extraordinários. Muito aromáticos e com muita personalidade são vinhos muito típicos de Syrah, da região de Côte-Rôtie.
O facto de usar somente cerca de 10 % de madeira nova torna os vinhos ainda mais puros e autênticos. Os vinhos custam dinheiro, no entanto são vinhos baratos considerando a
qualidade, o potencial de envelhecimento e fama que têm. Existe uma linha clara nos vinhos de Jamet: Uns rótulos a condizer com a adega (ou vice versa), um homem rude, duro, intenso mas “soft” por dentro e uns vinhos monumentais.
Se não gostarem há primeira não desistam de o voltar a provar, se possível com alguma idade.
O Hermitage de Jean Louis Chave é a referência maior dos vinhos de Hermitage. Conheci o filho Jean Louis em 2003, em Portugal, e posteriormente no Valée do Rhône, em 2004. Jean Louis é mais uma das pessoas muito importantes da minha vida por me ter ajudado muito na escolha da direcção que seguem, hoje em dia, os vinhos da Niepoort.

O Domaine JL Chave é o bastião do tradicionalismo, da pureza, da humildade e do fantástico trabalho na Vinha e na Adega. O Hermitage desta casa, seja ele branco ou tinto, encontra-se entre os vinhos mais cobiçados de todo o mundo. Muitas vezes, a possibilidade de termos em nossa posse um destes vinhos é pura miragem, e como tal, quis traze-los até vocês. Dirk Niepoort
O Domaine leflaive situa-se na vila de Puligny-Montrachet, uma zona famosa pela produção de grandes vinhos brancos de guarda na Côte de Beaune. Actualmente é proprietária de 4 Grand Cru's e 5 Premier Cru's. A história deste Domaine remonta a 1920 quando o seu fundador Joseph Leflaive levou a cabo uma grande reestruturação dos vinhedos da família na comuna de Puligny. A actual gerente, sua neta e herdeira, é Anne-Claude Leflaive, que encabeça o projecto em nome da restante família.
Os seus vinhos, e os da região, são conhecidos pela sua concentração e opulência, mantendo sempre um lado fino, mineral e fresco que caracteriza os grandes brancos da Borgonha, e Leflaive é sem dúvida um dos grandes nomes da Borgonha.

Adepta fervorosa da biodinâmica não impõe as suas ideias, ao contrário demonstra com a qualidade dos seus vinhos como um trabalho de precisão efectuado nas vinhas de grandes "terroirs" pode conduzir a vinhos de altíssima qualidade. Tirando o seu Montrachet todos os seus vinhos fermentam em barrica onde estagiam durante 12 meses ao fim dos quais fazem um segundo estágio em inox de 6 meses até ao engarrafamento.
Este famoso Domaine é gerido por três charmosas senhoras, Jaqueline, a viúva de Georges Mugneret, fundador do Domaine, e as suas duas filhas Marie-Cristine e Marie-Andrée.
Marie-Andrée, enóloga de profissão, é a responsável por toda a parte de viticultura, enquanto que Marie-Cristine, uma ex-farmacêutica, se ocupa da gestão do Domaine, da cave e da enologia. Apesar das distintas tarefas, a unicidade faz a força e é sobre ela que assenta um fabuloso trabalho de equipa.
O Domaine possui cerca de 8 ha de vinha, das quais resultam três Grand Cru (Clos de Vogeot, Echézeaux e Ruchottes-Chambertin), três Premier Cru (Em Chambolle-Musigny, Les Fusselotes e em Nuits-Saint-Goerges, Les chaignots e Les Vignes Rondes) e ainda dois villages, Nuits-Saint-Georges e Vosne Romanée, e um Bourgogne.
Os seus vinhos pautam por uma enorme elegância e fineza. São curiosamente vinhos bastante femininos, bastante sedutores, com excepção do Clos de Vogeot, talvez pela sua natural robustez e enorme longevidade.
O Domaine Stephane Ogier é hoje em dia um colosso de Côte Rôtie, que curiosamente, apesar da fundação da casa remontar ao Sec. XIX. Até 1980 todas as uvas eram vendidas ao Domaine Chapoutier, entrando em alguns dos vinhos mais importantes deste sobejamente conhecido produtor, bem como a Marcel Guigal, outro colosso do Rhône.

"Veni vidi vici" assenta que nem uma luva a Ogier, que mal começou a engarrafar os seus vinhos, desde logo venceu e colocou o seu nome entre a elite dos "vignerons" do Rhône. Os seus vinhos, em vez de massivos, como podem ser alguns Côte Rôtie, são mais delicados, finos mas sempre expressivos e sedosos. Uma delicia de vinhos.

Em Condrieu produz ainda brancos de recorte magistral com a casta Viognier.

As elevadas pontuações do "Guru" Robert Parker tornaram depressa este produtor em um dos mais aclamados nomes do Rhône, especialmente em relação ao seu Cuvée ícone Belle Helene, que por várias vezes atingiu pontuação máxima.
Por muitos considerado um dos grandes “Vignerons” à face da terra e o mais conceituado produtor de Chablis.
Os seus 7ha de vinha dão origem a três Grand Cru (Les Clos, Valmur e Blanchot) e quatro Premier Cru (Montée de Tonnerres, les Vaillons, Butteaux e Chapelot).
No Domaine a vindima é feita totalmente de forma manual, uma raridade em Chablis, e de preferência com alguma antecedência, com o principal objectivo de manter a acidez natural das uvas Chardonnay. O rendimento por hectare é levado ao mínimo possível, o que em conjunto com técnicas de vinificação extremamente meticulosas e tradicionalistas, resultam em vinhos de recorte único.
Os vinhos do Domaine Raveneau são extremamente cobiçados, graças à sua pureza, precisão, tensão e mineralidade. São vinhos únicos, de recorte inigualável e com enorme potencial de guarda.
Dores Simões
Dores Simões Bairrada Garrafeira Tinto 1994
Bairrada, Portugal

Dores Simões poderá um nome desconhecido para a maioria de vós.

Diz ele que passou toda a vida na antiga Junta Nacional dos Vinhos, que mais tarde se tornou o Instituto da Vinha e do Vinho, com Inspector. Nunca deixou de trabalhar nas suas vinhas e de fazer os seus vinhos. Ainda hoje, já reformado, presta algumas pequenas consultorias a pequenos produtores da Bairrada.

Conheci-o Há cerca de 20 anos e representei os seus vinhos durante alguns anos. Sempre tive uma grande paixão pelos seus vinhos. Sempre apreciei e adorei o estilo invulgar dos Dores Simões.

Os vinhos são feitos quase exclusivamente da casta Baga, com o restante a resultar de alguma uva branca que se encontrava no meia das vinhas velhas. Sempre foram feitos com enorme carinho e muito pouca extracção. Sempre existiu uma maior procura pela acidez do que por maturações exageradas. O estágio era normalmente feito em cimento e o resultado são vinhos sempre finos, delicados e muito expressivos, que com os anos crescem em dimensão, mantendo sempre a frescura e jovialidade.

Recentemente em uma prova cega que fiz, coloquei um Dores Simões 1982, a minha ultima garrafa, ao lado de um grande Borgônha e um Barolo. Acabou por ser o grande vinho da noite. No dia seguinte decidi procurar pelo Sr. Dores Simões, e algumas semanas mais tarde, quando o encontrei, consegui trazer até vós mais um pouco da sua história, de um dos grandes representantes do calcário na Bairrada e de um grande respeitador dos grandes "Terroirs" Portugueses.

Espero ainda aprender muito com o Sr. Dores Simões e com os seus vinhos que voltei a encontrar. Espero que sigam a minha recomendação sincera de que devem beber estes vinhos, que poderão mudar a vossa percepção para sempre. Bebam-nos em copos largos, tipo Borgonha.
A ideia nasce de eu adorar dois grandes vinhos, o Jerez e o Champagne. Embora muitos distintos, têm a particularidade comum de ambos estarem assentes em fantásticos "Terroirs" baseados em Calcário.

Convenço-me mesmo que o grande trunfo dos vinhos de Jerez são mesmo os solos calcários, a Flor, e a casta Palomino que actua como catalizadora da mineralidade dos solos calcários.

Assim, este vinho foi elaborado, a partir de uma vinha muito especial, que fermentou em botas de 500l, muito velhas. Fermentou naturalmente, com leveduras indigenas e sem controle de temperaturas. Estagiou sobre o Véu e a Bota durante 5 meses, para lhe conferir uma enorme frescura e carácter.

"Ver para Crer, Provar para Acreditar"
Há muito é conhecida a paixão do Dirk pelos vinhos do Mosel e pela sua casta raínha, o Riesling.
Como não podia deixar de ser, o que mais tarde ou mais cedo, pensámos que seria inevitável, o Dirk rumou ao Mosel para fazer os seus vinhos. Mas, acabou por não entrar nesta aventura sozinho, juntando a si o seu primógenito Daniel e Phillip Kettern, da casa Lothar Kettern que aliás são vinhos fantásticos que importamos. A empresa viria a chamar-se de Fio Wines.
O mote estava dado, e não tardou até aparecerem os vinhos desta colaboração, o Ratzelhaft, o Falkerberg, o Cabisehrnett e por fim o topo de gama FIO. Como é apanágio do Dirk, encontramos aqui Rieslings muito finos, expressivos e delicados, com estágio em fuders alemães. .
O Homem, a Terra, a Água, o Vinho! São estas as palavras chave da vida de Josko Gravner, aliás, são a vida de Josko.
É desconcertante tentar definir os vinhos Gravner, de tão especiais que são. Mas podemos dar algumas pistas.
Se já ouviram falar nos "orange Wines", os tais "Vinhos Laranja" que desta côr até nem têm nada, pois bem, Josko Gravner é precisamente conhecido como o Rei destes vinhos. Um purista nato, absolutamente genial é na sua convicção que nada tem a fazer a não ser deixar a natureza do vinho seguir com o seu propósito que Josko tem o seu grande aliado nos vinhos que cria.
Os Gravner são vinhos que não têm modas, não são formatados, e refletem uma tradição já pouco vista neste mundo. Criados, na região de Friulli, são feitos a partir de castas ancestrais da região, como a Ribolla Gialla. São vinhos feitos em ânforas Georgianas, enterradas na adega, fermentados nas mesmas com extensas macerações, sem recurso a controlos de temperatura.

Beber um Gravner é beber do Homem, beber da Terra, beber da tradição, beber da genialidade. Beber grandiosos vinhos!
Jean Marc Pillot, nascido em 1965, é hoje a pedra basilar do seu Domaine familiar. Após ter substituído o seu pai Jean, que ainda trabalha de perto com seu filho, conseguiu elevar os vinho, aos melhores de Chassagne-Montrachet.

Este percurso, calmo e sereno, começou primeiro com a aquisição de cerca de 5ha de vinha em Chassagne-Montrachet e com uma viticulture sustentada e de rigor.

Curiosamente, Jean Marc Pillot começou com vinificações modernas, procurando maturações perfeitas e a fruta nos vinhos, para logo depois perceber que os seus vinhos eram excelentes para serem consumidos jovens, mas perdiam a longevidade dos Borgonhas. Depressa mudou o compasso e desde 2000, apenas usa técnicas tradicionais, e ancestrais como o uso de leveduras indígenas e a viticultura ecológica. Os seus vinhos tornaram-se mais minerais, exprimem melhor o seu “Terroir” e atingem maior longevidade. Hoje em dia, este Domaine, é um dos mais consagrados de Chassagne, e de toda a Borgõnha.
Jean-Marc Roulot também actor, é a pessoa à frente do Domaine Roulot desde 1988, possui 10,2 hectares de vinhedos e foi fundado em 1830 por Guillaume Roulot, herança que recebeu de seu Pai, juntamente com a sua irmã Michéle.
É um dos mais aclamados produtores de Meursault e dos mais famosos produtores de brancos da Borgonha (muitos o consideram o melhor produtor de brancos da borgonha).
As suas vinhas são tratadas de forma orgânica, e na adega a sua intervenção é mínima, 15% de madeira nova (cada vez mais usa barricas de 500 litros em vez das barricas tradicionais), principalmente Allier, evita o trabalho das borras e sem hesitação prefere perder volume de boca para manter a pureza e rectidão dos seus vinhos.
Todos os seus vinhos apresentam sem excepção uma grande tensão com grande frescura e comprimento. Em novos são austeros, fechados e sérios de grande comprimento e complexidade. Com os anos de garrafa tornam-se mais generosos e abertos sem nunca perderem o seu lado vivo e nervoso.
Jean François Ganevat é único, não há outro igual em todo o mundo!!!
Os seus vinhos são preciosidades que resultam do extremo carinho que este "vigneron" em toda a sua vinha, em todos os passos que a uva dá até se transformar em ouro liquido.
Jean-François é muito mais que um bidinâmico, é um perfeccionista que imagine-se, chega ao ponto de cada um dos seus pequenos cuvées ter uma "élevage" única e própria, algo que levaria qualquer um à loucura.
É no Jura, apesar de ter trabalhado com Jean Marc Morey na Borgonha, que Jean François faz os seus vinhos. Num enclave entre a Borgonha e a Suiça, situam-se as várias vinhas que dão origem a todos os cuvées deste produtor, que não são mais que um espelho imortal de cada um dos seus "terroirs". Como biodinâmico ferveroso, os seus vinhos têm pequeníssimas percentagens de sulfuroso, ou em alguns casos nenhum sulfuroso mesmo.
Este é mais um namoro antigo que só agora, finalmente, conseguimos trazer até vós.
O Domaine JL Chave é o bastião do tradicionalismo, da pureza, da humildade e do fantástico trabalho na Vinha e na Adega. Conheci o filho Jean Louis no ano 2003, em Portugal, e posteriormente no Vale do Rhône, em 2004. Jean Louis é mais uma das pessoas muito importantes da minha vida por me ter ajudado muito na escolha da direcção que seguem, hoje em dia, os vinhos da Niepoort.
Fred Loimer é um jovem produtor, que tomou a rédeas da longa tradição familiar de "vignerons". Mantendo os antigos costumes, ele afirma-se acima de tudo um tradicionalista, soube ainda ir um pouco mais longe e acabou por se render aos ensinamentos da Biodinâmica.

Nesta casa tudo é feito sem pressas, sem receitas, sem grandes intervenções. Tudo se decide de acordo com o tipo de ano que espera, respeitando o que a natureza provindenciou durante todo o ano antes da vindima. O resultado, são vinhos supreendentes na sua pureza e precisão, na tipicidade das castas Riesling e Gruner Veltliner e na expressão das suas vinhas e do Terroir onde se integram.
Desde o primeiro dia em que vi as vinhas do Spitzerberg na zona de Carnuntum que me apaixonei pela região e pela casta blaufraenkisch. A zona do Spitzerberg teve no passado uma grande importância qualitativa. Por razões várias foi ficando esquecida, estando hoje quase a desaparecer (já teve mais de 2000 hectares de vinha, quando hoje são menos de 300 hectares).

A casta Blaufraenkisch é para mim uma das castas tintas mais interessantes. É a casta que não sendo parecida com o Pinot Noir consegue chegar perto em termos de fineza e elegância tendo uma personalidade muito própria. O meu sonho desde que conheci o Spitzerberg foi de procurar fazer um vinho fino e elegante, mas com boa estrutura, com boa acidez e tipicidade da região (embora a maior parte dos vinhos da zona sejam quase sempre muito escuros, alcoólicos, muito frutados e pesados).
Projetos são experiências, produções muito reduzidas, em que a Niepoort ensaia diferentes caminhos para criar outros vinhos, partilhando os resultados com os apreciadores de vinho. As primeiras criações são pouco comuns para o Douro: Chardonnay, Colheita Tardia e Riesling.
Tudo aconteceu em 2007 aquando de uma visita de férias à África do Sul. Neste viagem o plano era evitar qualquer visita relacionada com o vinho, como se isso fosse possível.

No entanto, todos me diziam que se tivesse que visitar alguém, esse alguém teria de ser Eben Sadie. Joerg Pfuetzner, um alemão fantástico, intenso e maluco a viver neste país, “obrigou-me” então a visitá-lo. Partimos então ao seu encontro numa caravana para jantar em sua casa. Bem, foi como que um “amor à primeira vista” e o jantar durou até longas horas da madrugada. No dia seguinte a conversa fluía de tal maneira que demorámos 3 horas nas despedidas.

A certa altura perguntei ao Eben acerca de iniciarmos uma pequena Joint Venture, ao que ele efusivamente me disse que a sua tese na Universidade tinha sido acerca de Vinhos Fortificados, mas que nunca tinha feito um. Apenas lhe respondi, vamos nessa então.

Um ano depois, voltei a tirar algum tempo e voltei à África do Sul, onde fiquei 3 semanas a fazer o Cape Fortified. Foram semanas fantásticas a fazer tudo de raiz com a equipa do Eben, Aprendi muito com esta experiência.

Ao mesmo tempo que nascia o Cape Fortified, ainda fiz um Vinho Tinto, estilo Charme, que ao início até o próprio Eben duvidava do resultado. Com o passar do tempo mudou radicalmente de ideia ao ver este vinho tornar-se num vinho cada vez mais vibrante, cada vez mais fresco e mais elegante. Nasceu assim o Cape Charme.

O Cape Charme 2008 foi feito a partir das castas Tinta Barroca, Grenache, Carignan e Pinotage, todas de vinhas velhas com mais de 50 anos. Os cachos foram pisados a pé com todo o engaço e estagiou por 18 meses em barricas usadas.
Estes são sem duvida, grandes vinhos brancos de Portugal.
Elaborados tradicionalmente, com fermentação e estagio em inox. Que grandes vinhos. Que privilegio podermos ter acesso a estes vinhos, guardados nas melhores condições, esperando pelo seu melhor momento.
Raul é uma daquelas pessoas que depois de o conhecermos, não mais nos esquecemos dele. De personalidade vincada, de sorriso aberto, Raul delicia-nos com as suas historias, com os seus magníficos vinhos. Hoje em dia ganhou, e no nosso entender muito bem, um estatuto enorme como enólogo, e tudo graças aos seus vinhos. Se há enólogo que coloca em cada garrafa um pouco do seu génio, da sua genialidade, é Raul Perez. Desde há dois anos que somos importadores dele, mas só mesmo agora temos os vinhos.
É o produtor mais antigo da região de Kamptal, com as suas origens a remontarem a 1171. Michael Moosbrugger é o actual responsável pelos vinhos de Schloss Gobelsburg, que iniciou em 1996 após a cedencia da exploração pelos Monges de Cister.

Na verdade, Michael, imprimiu uma impressionante dinâmica a estes vinhos, alguns de vinhas velhas, e em vinhas de renome, como a Heiligenstein e soube colocá-los no mapa dos grandes vinhos do mundo.

Apesar da região Kamptal ser responsável por Rieslings e Grüners mais densos, como perfil desta região, Michael conseguiu dar-lhe elegância e mineralidade.
Como se costuma dizer, "filho de peixe sabe nadar".

Este velho ditado assenta na perfeição a Thomas Haag, filho do nosso conhecido, e amigo Fritz Haag.

Schloss Leiser é um produtor de grande renome no Mosel, que durante anos a fio, de 1910 a 1970, produziu alguns dos grandes vinhos desta região. Quis o destino que este produtor acabasse por cair em desgraça, de 1970 a 1992, pelas mudanças constantes de donos e de filosofia. Em 1992, Thomas tornou-se Enólogo e Director Geral da empresa. Usando todos os seus conhecimentos, adquiridos na sua maioria, junto de seu pai, no Fritz Haag, foi apenas uma questão de tempo até acabar por comprar a empresa e suas vinhas.

Hoje, Schloss Lieser voltou a encarrilhar no trilho da qualidade e ocupa já o lugar de destaque que sempre lhe pertenceu.

Nos últimos anos os seus vinhos têm atingido pontuações estratosféricas dos grandes nomes da crítica mundial.
Das Canárias, imaginem, quisémos trazer o melhor que por lá se faz.

Chegámos facilmente ao produtor Suertes del Marqués, como sendo o melhor produtor desta região. Em Tenerife, estende-se a a impressionante quinta deste produtor, em orotava. Aqui existe o trenzado, uma forma particular de condução das vinhas, que nos lembre não vimos em mais lado algum. Por outro lado, castas muito raras, como o Listan (Será o nosso Listrão da Madeira?), Guan, Baboso Blanco, entre outras. Não é mesmo isto que sempre procurámos trazer até aos nossos clientes, vinhos especiais de locais especial?

Pois bem, apresentamo-vos os vinhos de Suertes del Marqués, propriedade de Jonatan Lima.
Telmo foi me apresentado em 1992 numa feira de vinhos como sendo o “Enfant Terrible” de Espanha.
Desde essa data que tenho acompanhado o Telmo, de perto e de longe, a sua "viagem louca" no mundo dos vinhos. Deixou cedo de trabalhar para, e com o pai, na finca Remelluri para fazer um trabalho extensivo e inovador para supermercados ingleses. Criou marcas de grande volume mas sempre com o sonho de mais tarde fazer grandes vinhos. Estudou em França e trabalhou algum tempo no Domaine Chave que o marcou muito. Gosta de vinhos puros e finos e está finalmente a concretizar um dos seus sonhos; A construção de uma adega nova na Rioja.
É um apaixonado por Portugal e por varias vezes imaginou vir viver para o nosso país. Enamorado pelo douro teve uma parceria com o Cristiano e em 2004 fez um primeiro vinho connosco, na Niepoort.

Altos de Lanzaga é o vinho de topo que Telmo faz na região da Rioja. O lote é composto pelas castas Tempranillo, Graciano e Garnacha, de vinhas velhas. Fermentou e estagiou por 18 meses em baricas. O Alto de Lanzaga é um vinho bem tipíco da região onde nasce. É um vinho com taninos poderosos, profundo, complexo e com enorme capacidade de envelhecimento. Tem tudo o que um topo de gama deve apresentar. É um vinho muito exclusivo, feito em pequena quantidade.
Terroir ao Limite!

Existirá melhor "slogan" que este? Na verdade não se trata de um slogan, mas sim, de uma postura.

Tudo começou em 2000 quando Eben Sadie, Sul Africano e excelso produtor encontrou-se com Dominik Huber, em Mas Martinet no Priorat. O pntape de saida estava dado e em pouco tempo teriam a sua pequena parcela e o seu primeiro vinho, Dits de Terra, em 2001.

Este projecto ganhou contornos especias, não só pela vertente biodinâmica mas também pelo rigoroso e meticuloso trabalho de vinha, que até então pouco se via na região do Priorat. Em 2011, para poder dedicar-se exclusivamente ao seu projecto principal, Eben Sadie é obrigado a sair e deixa nas mão de Dominik o Terroir al Limit. Apesar de perder um elemento valioso, Dominik manteve-se firme e focado naquilo que já vinha fazendo com Eben.

Os resultados não se fizeram esperar e em pouco tempo, os Terroir al Limit passaram a alguns dos vinhos mais celebrados e procurados do nosso país vizinho, gozando de um estatuto inabalável, ao qual contribuiram sempre as grandes pontuações dos crtiticos de renome mundial.

O senão, é mesmo as quantidades quase ridiculas que são feitas de cada vinho, tornando-os muitas vezes quase impossiveis de lhes chegar. Por isso mesmo, arregaçámos as mangas e garantimos que uma pequena parte estaria guardada para os nossos clientes. Pois bem, aqui estão os grandes vinhos do Terroir al Limit

O Terra de Cuques é um vinho feito a partir das castas Pedro Ximénez, Muscat d'Alexandria fermentadas em cimento.
Vitor Claro
Dominó Tinto 2010
Portalegre, Portugal

Há uns anos atrás entrei em casa do Dirk, para jantar, pela primeira vez.
Numa mesa, na cozinha, estava um frappé com um copo Bordeaux, com um vinho tinto.


- o que é ?
- é para ti. Prova.
- hum...
- Gostas?
- Muito. É o quê?

Era um grande Bordéus, de um grande ano, nesse momento, a minha vida mudou para sempre.

Passaram os anos e as provas, e, claro, os cozinhados. Trocando de restaurantes, visitando adegas, muitas e variadas, cá e lá, a curiosidade de perceber a célebre frase de Louis Pasteur - há mais filosofia num copo de vinho do que em todos os livros - não cessava.
Dei por mim um dia a trabalhar num restaurante dentro de uma unidade de eno-turismo, onde passei duas vindimas e em troca de ideias com o enólogo de então, meu amigo, disse que eu iria fazer um vinho um dia.

A região de Portalegre sempre me fascinou, por ser um Alentejo que não parece nada Alentejo. Além de ter provado alguns vinhos da zona que me deixaram encantado, quis o destino que uma amiga tivesse vinhas da família em plena Serra de S. Mamede.
Depois de muito procurar, acabei por encontrar duas parcelas tratadas pelo mesmo agricultor, de vinha muito velha, segundo consta, já o seu avô lhe chegou a chamar velha.
A ideia do Dominó é vinificar parcela a parcela para que se consiga imprimir o carácter tão diversificado desta magnífica zona que é Portalegre.

Salão Frio é uma pequena localidade a 750metros de altitude em pleno parque natural da serra de S.Mamede. Rica em vinhas para consumo caseiro, a vinha que domina a pituresca povoação, tem cerca de sessenta anos e tem duas encostas. uma totalmente virada a sul, e uma na encosta virada a norte. o encontro das duas, combina uma maturação mais suave e uma mais rica. foi vindimado no mesmo dia da vinha do Monte das Pratas, da parte da tarde. a vinha é composta por 80% de Tinta Francesa (que alguns dizem ser Grand Noir e outros dizem ser Alicante Bouchet), 20% de outras, entre as quais alguma uva branca. tentei que ficasse bem marcado com alguma acidez, pouca extracção e muita leveza.
Wilhelm Haag é uma das tais pessoas de grande importância na minha vida.
Conheci-o em 1987, na minha primeira visita a Mosel. Na altura só me interessava pelos “grandes” vinhos, os vinhos de Auslese, Beerenauslese, Trockenbeerenauslese e Eiswein. Sempre que ia visitar qualquer produtor tinha a arrogância de somente querer provar os vinhos caros. Assim foi também com o Wilhelm. Ele no entanto obrigou-me a começar com os vinhos “mais pequeninos”. No decorrer das minhas, mais ou menos, frequentes visitas passávamos muito tempo a provar os “pequeninos”. Provávamos todos os diferentes lotes, falando das nuances e das diferenças.
Hoje, os “pequeninos” são os vinhos que me enchem as medidas, os Kabinett, Spaetlese e as pequenas Auslese. Os vinhos que mais gosto são os referidos vinhos feitos com pouca ou nenhuma botrytis pois são vinhos vibrantes, com raça e frescos. Os Mosel e sem duvida principalmente os Fritz Haag são os vinhos mais finos, frescos e equilibrados do mundo, principalmente tendo em conta que raramente excedem os 8% vol de álcool.

Wilhelm Haag ensinou me a delicadeza nos vinhos. Ensinou-me a perceber a “incrível leveza do ser”, não só nos brancos, mas nos vinhos em geral.
Hoje os vinhos de Fritz Haag (desde 2005) são vinificados pelo filho Oliver que no meu entender percebeu e soube “copiar” o pai nos vinhos delicados e melhorou bastante nos vinhos secos.
Não se pode falar no vinho alemão, sem mencionar o nome de Joh Jos Prüm.
Este é sem dúvida um líder na sua região e também em toda a Alemanha.
Prüm, possui parcelas, nalgumas das melhores vinhas do Mosel. Sonnenuhr, Bernkasteler ou Zeltingen são algumas das fantásticas vinhas que atribuem diversidade e qualidade aos seus vinhos.
Quem conhece os vinhos, saberá do que estamos a falar. Elegância, precisão, fineza e sobretudo enorme longevidade, são os vários predicados que podemos à partida colocar aos vinhos de Prüm. Mas o que mais impressiona, é o facto de que estas palavras tanto são válidas nos vinhos de entrada de gama, como nos de topo de gama. Não há facilitismos, o perfil e filosofia da casa, tem de ser transversal a todos os vinhos.
Foi difícil muito difícil, trazer estes vinhos para este projecto, no entanto, ele aqui estão, ainda que em quantidades reduzidas. Por isso, há que aproveitar.
Phillip Kettern, embora ainda bem jovem, tem sobre as suas costas uma enorme responsabilidade: Honrar todos os seus antepassados que desde há 200 anos viveram, apenas e só, para a produção dos melhores Rieslings do mundo.
Phillip, que tomou as rédeas da empresa familiar Weingut Lothar Kettern, que desde 1980 estava sob os comandos de seus pai, é um jovem de enorme talento, muito profissional e apaixonado.
Os seus vinhos são compostos por estes predicados que o jovem Phillip, lhes transmite. Esta obsessão pela perfeição tem obviamente um custo muito alto e como tal, devido rendimentos muito baixos nas suas vinhas velhas, a produção é pequena. Ainda assim, não resistimos a trazer mais um grande produtor do Mosel, cujos vinhos são a todos os níveis, pequenos tesouros.
Torsten é um rapaz novo nascido de uma família dedicada ao vinho. Não nasce numa família com uma parcela pequena na Mosel, como é habitual, mas sim num pequeno "negociant" de vinhos com uma pequena parcela de vinha. Desde pequeno que Torsten tem um fascínio pelas vinhas íngremes da Mosel. Vinhas essas que hoje em dia tendem a desaparecer. Como são muito duras de trabalhar e tudo tem que ser feito a mão, já ninguém quer fazer este duro trabalho.

Torsten está a fazer todo o possível para salvar algumas das clássicas vinhas da zona de reil comprando pouco a pouco pequenas parcelas antes de serem deixadas ao acaso.

A Mosel tem realmente algumas das mais íngremes vinhas do mundo. E como não são plantadas em terraços como no Douro são quase impossíveis de trabalhar sendo um autentico martírio andar entre as vinhas, de tão íngremes são. Sei de que estou a falar pois passei um dia nas vindimas em reil este ano a vindimar uvas para o Torsten. É realmente muito, muito duro, difícil, escorregadio, diria quase uma tarefa heróica. Foi bom de ver o quanto mais práticos são os nossos patamares são no Douro.

Sempre foi o sonho deste rapaz em trabalhar as vinhas protegendo o ambiente. A partir de 97 todas as vinhas dele têm certificação biológica pela Ecovin. Em zonas como a Mosel trabalhar biologicamente não simplifica em nada o trabalho e obriga a estar sempre "em cima da jogada". No entanto quem sabe, sabe, e Torsten parece saber.

Com a fantástica colheita de 2009, que já se apregoa como sendo uma das melhores colheitas de sempre, os Melsheimer estão melhores que nunca.

Os Produtores

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