Comecei ainda antes de 2001, quando criei o primeiro vinho Niepoort Projetos, a pensar que estava na altura de fazer algo diferente, um projecto de experimentação. Achava, e ainda acho, que o Douro tem um potencial incrível para os mais diversos tipos de vinhos e na altura pensei que seria altura de criar os Projetos Niepoort. Comecei com vinhos doces, lançando o Niepoort Projetos 2001, e em 2003, ano de canícula, fiz o primeiro colheita tardia e um branco de Chardonnay. Passado um ano, em 2004, encontrava uma vinha de Riesling pelo Douro e dediquei-me também esta casta que adoro e que ainda hoje, mantemos na criação do nosso Riesling Dócil.

A comercialização destes vinhos, começou por ser muito arcaica, apenas com pedidos via email, o que serviu durante muito pouco tempo pois os vinhos começaram a ser muito falados e de repente um enorme caos se instalou. Algo tinha de ser feito!

Em 2007 decidimos avançar com o nosso primeiro site Niepoort Projetos, onde iríamos comercializar estes vinhos.

Mas, faltava algo que esteve sempre na minha ideia:

Conhecer o mundo vínico foi muito importante para mim e como tal, dar a conhecer este mundo aos portugueses seria muito importante também, pois considero que temos de abrir a nossa mente, alargar os nossos horizontes.

O mercado Português é pequeno mas com grande potencial de crescimento e como tal, poderia aproveitar todas as viagens que fiz, todas as pessoas que conheci e trazer até nós vinhos que adoro, de produtores "porreiros", com personalidades vincadas e de enorme qualidade. No fundo partilhar cá, o que de melhor se faz lá fora. Estava decidido e em apenas um punhado de dias já tinha garantido os vinhos do Domaine Jean Louis Chave, com os seus Hermitage, os Jamet, os Roulot e os Leflaive, apenas para nomear alguns. Tão depressa os Projecctos Niepoort tornariam-se fiéis depositários de alguns dos melhores vinhos do mundo e creio que o melhor portefólio de vinhos estrangeiros em Portugal.

Partilhamos estes vinhos para que melhor conheçam o que se faz lá fora, obrigando-nos a ser mais exigentes com o que se faz cá dentro.

Mas nunca descansei e fui trazendo cada vez mais vinhos, e inclusive, ajudei a crescer vários projetos em Portugal, como são os casos dos vinhos do António Madeira ou Vítor Claro.

Também começámos por distribuir alguns vinhos de amigos, como os Quinta das Bágeiras, os Quinta do Canto ou mesmo ajudar na internacionalização, no caso dos míticos vinhos do Bussaco.

Hoje contamos já com várias dezenas de produtores entre importação e distribuição, mas, queremos trazer mais, existem ainda tantos projetos lá fora, fantásticos, que gostava que conhecessem.

Dirk Niepoort